quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

A festa de Carnaval no CAFAP...

Foi uma festa divertida, muito animada com muita luz e animação. Bem, foi bué fixe, o ambiente estava espectacular, e os jovens estavam super engraçados, com as suas máscaras, e até alguns nem dava para reconhecer quem era quem. A música estava muito fixe até tínhamos um DJ. =) Dançámos e dançámos até nos cansarmos, e no final até cantámos!! No meio da noite houve um desfile, onde nós participámos. Até os adultos desfilaram :D Foi mesmo demais.

Para quem ganhasse o 1º prémio era um jantar no Plaza e uma ida ao cinema, o 2º lugar era um jantar e o 3º lugar uma ida ao cinema. A minha opinião os vencedores foram bem escolhidos, pois desfilaram muito bem. Bem, eu rime que me fartei.

A sala onde era a festa estava bem organizada e com muita decoração de Carnaval, com balões e máscaras feitos pelos jovens. Foi a primeira festa de Carnaval realizada no CAFAP, e nem tenho palavras, pois foi muito fixe, muito divertida. Espero que para o próximo ano haja outra vez. Se não tiver cá espero que se divirtam-se muito como eu me diverti, e que aproveitem esses momentos únicos á força toda!

Obrigada por nos animar e meter mais um esboçado sorriso nas nossas caras ;D



Sandra Martins, 17 anos

Textos de Carnaval

Personagens

Eu (Séphora), Metin, Karollyna, Andreia Germano, Adélia, Prof. Laura, Prof. Guilherme, Luís, Carlos Reis, Cristiana, Laura, Carina, Catarina (voluntária), Sandra, Pedro, Vítor, Valter, Manel, Iolanda, Ana Fernandes, Teresa, Ana Cristina, Marlene, Fabiana, Filipa, Luísa, Marisa, Susana, Andreia Oliveira, Fátima, Patrícia, Ana Lopes, Maria, Marcos, Daniel, Andreia Filipa, Sofia, Júnior e mais pessoal.

Espaço

A festa realizou-se na Associação Uma Porta Amiga

Tempo

Realizou-se no dia 12 Fevereiro 2010

Descrição da festa

A sala onde se realizou a festa estava toda decorada com as mascaras que fizemos e com balões. As pessoas estavam todos muito animadas e muito giras, com disfarces “mui fashions”. LOL =D

Conclusão

A festa acabou às 23.30h. Fui tudo muito giro. Espero que todas se tenham divertido. Bye bye

I love you <3

Séphora Molnar, 15 anos

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Textos dos nossos meninos sobre o Natal 2009

Miguel Santos
Mais um Natal que passou mais uma festa da Porta Amiga que se realizou. Este natal foi diferente.
Os pais falaram para os filhos mostrando--lhes o seu grande amor. Os preparativos estavam muito fixe e a despedida da Tânia foi triste.

Miguel Santos
14 Anos



Sofia Pereira
Eu gostei muito da festa de Natal sem ser a minha dor de cabeça, mas foi muito fixe.
Na festa de Natal fizeram muitas coisas,
fizeram uma peça de teatro que se chamava “O ladrão da alegria”, também vieram aqui umas senhoras e senhores que vinham cantar umas músicas de Natal para nós.
Também gostei quando foi a parte dos presentes. Eu recebi um armário pequenino para guardar coisas minhas, um livro e uma escova para pentear o cabelo.
Eu gostei da festa de Natal mas não gostei nada com a despedida da Tânia, que era uma pessoa boa.
Eu gostei do Natal!

Sofia Pereira
10 Anos




Carlos Reis
A Porta Amiga fez uns preparativos muito fixes, os meninos ajudaram a preparar a festa, alguns fazem teatro e outros cantam e ajudam e os monitores compram a comida e doces, e depois põem a comida e dos doces nos pratos, os pais leram poemas aos filhos e desejaram Feliz Natal e um Bom Ano Novo a todas as pessoas.
Os meninos e meninas brincavam e esperavam pela entrega dos presentes.
A notícia mais triste foi que a Drª Tânia se ia embora.

Carlos Reis
12 Anos

Texto sobre o Natal na Porta Amiga | Fernanda Rosa

Lindos são os natais da Porta Amiga. Mais lindo ainda foi este de 2009; lindo, mas também um bocadinho triste:
Lindo porque confrontou pais, filhos, irmãos, avós e netos, numa manifestação recíproca de amor. Foi mesmo original! Foi digno de ser visto!

O calor humano desabruchava docemente, mas quase efervescente, naquele espaço natalício, enfeitado por todos os que nesta associação permanecem.
Foi bom ver nestas famílias que por vezes tanto falta, mas o quão compensadas foram neste Natal através da Porta Amiga.

E agora? Porque dizer que o Natal foi um bocadinho triste? Porque a Tânia, a nossa Assistente Social tão querida, terminou aqui a sua actividade? Não, isso não é triste, apenas quero dizer que ficamos com saudades dela, mas... não poderemos impedir que ela vá em frente para dar concretização aos seus projectos de vida tanto profissionais como familiares.
Força Tânia!


Um grande beijo
Fernanda

Festa de Natal

Desde dos ponpons de lã para decorar a nossa fantástica árvore de Natal, assim como os anjinhos, pais natais erenas que podiam-se ver a pairar sobre a cabeça de todos. De facto, este ano, a festa de Natal foi muito especial, e pelos motivos mais variados, desde dos momentos mais engraçados onde tivemos a pequena Patrícia Germano de 4 anos a cantar (sem medo algum!!!), duas canções de Natal para uma sala cheia; a peça de teatro "O Ladrão da Alegria" onde os nossos amigos estiveram como verdadeiros profissionais apesar do DRAMA e do nervosismo momentos antes do espectaculo! Tivemos grandes momentos que tocaram nos corações de todos, quando um a um, foram sendo chamados os pais para lerem textos escritos por si e dedicados aos seus filhos ou então com a grande mensagem de amor em forma de poema recitada pela nossa querida Fernanda. Seguiram-se os nossos amigos ingleses a cantar e recitar músicas de Natal onde puseram toda a gente no verdadeiro espirito de Natal!

A festa prosseguiu com uma inesperada surpresa. A presença e uma mensagem de esperança e positivismo do Monitor Rodrigo que falou-nos no poder que cada um de nós temos para conseguir alcançar aquilo com que sonhamos, se lutarmos e acreditarmos em nós próprios conseguimos de CERTEZA!! Seguiu-se então com o momento mais triste da noite... A mensagem de despedida da Drª Tânia. Muitas lágrimas de tristeza, mas a maioria delas de alegria, concerteza, como que um desejo de boa sorte para esta nova etapa que ai vem para a nossa Tânia.

Entretanto o momento pela qual todos esperavam, a chegada... do PAI NATAL!!!!


Os presentes foram entregues e o entusiasmo instalou-se à medida que os embrulhos iam sendo desfeitos e os presentes abertos, revelando bonecas, carrinhos, peluches, livros e muito mais para a alegria de todos.

Chegou então o momento de convivio, onde encarregados de educação, técnicos e monitores tanto Porta Amiga como do CAT partilharam momentos de conversa ao sabores dos gostos tão tradicionais e próprios do Natal.

Uma Casa Amiga



É este o meu sentimento por a Associação Uma Porta Amiga, sim por que a nossa vida pode e deve ser vivida com base nos nossos sentimentos, emoções, verdade e razão.
É com nostalgia e alegria que recordo aqui todos os bons momentos que passei, quer em conjunto com a maravilhosa equipa CAFAP, com quem trabalhei mais directamente, como com todas as crianças e jovens que diariamente frequentam a Associação.
Mas a vida não é só alegria, nem poderia ser, como diz o Tom Jobim “alegria tem fim, tristeza não”, e cabe-nos a nós pensar que mesmo quando alguma coisa nos corre mal, podemos ter ai um bom momento para aprender e tentar fazer melhor na próxima vez. E é assim o dia-a-dia na Porta Amiga e para quem lá trabalha, enfrentar diariamente dificuldades da vida que todos e cada um à sua maneira os tenta resolver, e sempre tentando proporcionar um sorriso e uma gargalhada a todas as “nossas” crianças e jovens.
Desejo sinceramente as maiores felicidades e sucessos para todos que fazem parte da Associação Uma Porta Amiga, e espero, e desejo que todas as crianças, jovens e famílias que contam com a colaboração, esforço e dedicação dos profissionais desta casa, saibam aproveitar e dar o devido valor a todo o esforço que para vós é realizado.
A todos os meninos e meninas que muitas alegrias e momentos mais difíceis enfrentámos juntos, desejo as maiores felicidades, mas lembrem-se sempre, é necessário esforço para concretizarmos os nossos objectivos, cabe-te a ti tornar o sonho realidade.
É neste momento que vos digo SPA POWER FOREVER…..

Um Grande abraço e beijinho a todos.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A aventura de ser mãe

“Quero muito ser mãe!!” Dizia eu há já bastantes anos, até que um dia esse dia chegou.

“E agora?! É mesmo agora. É uma realidade. Tenho uma vida a crescer dentro de mim.

Ainda não o sinto mas ele já está dentro de mim.”

A partir daquele momento tudo muda

É um ser em crescimento que necessita de mim, e o modo em que me encontro emocionalmente vai influenciá-lo, a minha alimentação terá que ser mais cuidada, obrigatoriamente terei que deixar de fumar…
Começa-se a pensar em variadíssimos aspectos e, quando uma gravidez é planeada, é uma montanha russa de sentimentos, é a concretização de um desejo e a alegria é uma constante.

E a partir desse dia o amor pelo nosso filho cresce de dia para dia, de mês para mês.
Inevitavelmente, começa-se a fazer planos para depois do nascimento do bebé.

Como é que vai ser depois dele nascer; vamos poder ir passear, vamos poder fazer isto, aquilo…uma série de coisas!

O que não sabemos (apesar de um sem número de avisos) é que por vezes as “fantasias” que criamos nas nossas cabeças, não correspondem depois ao período inicial em que ficamos literalmente com um bebé no colo.

Chegou o dia!!!

Por alguma razão a gravidez dura 9 meses. E para além das razões fisiológicas, no meu entender é também um tempo de preparação para a chegada de um novo membro na família.
É um facto. Deixou a casa onde habitou durante cerca de 9 meses, para também ele agora aventurar-se na vida.

Durante os dias em que ficamos no hospital, de um modo ou de outro, acabamos por ser constantemente auxiliadas se for esse o caso, ou então sempre que necessitamos.

Mas a vontade de querer viver a concretização de um sonho há tanto aguardado é muito grande e a pressa de irmos para a nossa casa também. Já só lá faltamos nós.

Finalmente em casa! Finalmente em família com o nosso filho.

A partir de agora a aventura iria passar a ser vivida na sua plenitude – com os altos e baixos presentes na vida de qualquer pessoa.

Já não podia simplesmente agarrar na minha mala e sair de casa. Isso implicava uma série de decisões e/ou concretizações: vesti-lo, carregá-lo dentro do “ovinho”, o chassis do carro, a manta, o saco mais o muda fraldas, ver se não falta nada, descer do 1º andar sem elevador… ainda não tínhamos arrancado com o carro e já estava cansada e dali a não muito tempo teria de voltar a fazer o percurso inverso.

Mas o ser humano tem a capacidade incrível, se quiser e se estiver motivado para isso, para se moldar e adaptar ás diversas situações que surgem na sua vida.

Passado pouco tempo todo este exercício mental e físico já estava “treinado” e era mais do que normal – passou a existir uma nova rotina.

E um aspecto bastante importante foi ter contado seja com a presença, seja com a ajuda do meu marido, principalmente quando regressamos. E o seu envolvimento foi fundamental para a relação que temos hoje com o nosso filhote.

Durante os primeiros 15 dias fomos só nós: limitamos as visitas só ás pessoas de família mais próximas; era o nosso momento, era uma nova realidade e como tal tivemos a necessidade de nos reorganizarmos enquanto família.

As fraldas a meio da noite, o choro, dar mama, as cólicas… são aspectos de que “todos” nos falam mas a verdade é que só quando passamos por essas etapas é que nos lembramos do que alguém um dia nos disse, e afinal, não era tudo tão cor-de-rosa quanto tínhamos pensado.

Mas, acredito que quando assim o queremos, fazemos tudo pelos nossos filhos pois a nossa maior preocupação deve ser o seu bem-estar físico e emocional independentemente dos “sacrifícios” que os tenhamos que fazer. Porque quem ama, não faz sacrifícios, faz opções.

Afinal, se não puder ir a um jantar, tomar um café, etc. outros dias virão e com eles outras oportunidades, porque nesta fase inicial em que as crianças são tão pequeninas e frágeis a nossa presença, o nosso acompanhamento, a nossa atenção, o nosso amor, a nossa disponibilidade é tudo aquilo de que eles precisam

E apesar de acharmos que ainda são muito pequenos, a verdade é que estes pequenos seres são uma “esponja” absorvendo tudo o que os rodeia e durante os seus 2 primeiros anos de vida em que se forma a maior parte da sua personalidade e, somos nós pais que os estamos ajudar nesse sentido. Pois nós somos os adultos, os pais, os responsáveis pela sua formação enquanto pessoas.

O amor que se sente por um filho não aparece com o parto… cresce è medida que ele cresce na nossa barriga, e vai crescendo cada vez mais à medida que ele cresce neste mundo em que fomos nós que o pusemos.

Cláudia Rodrigues Amaro
Educadora de Infância


“Embora a maternidade seja a mais importante de todas as profissões exigindo maior conhecimento do que qualquer outra área humana – jamais se deu importância ao preparo para essa função”

Elizabeth Cady Stanton